Inquérito revela ainda que os gestores portugueses não sabem bem quais os danos que um ciberataque pode ter.
Na cibersegurança, há a realidade que se conhece e a realidade que não se conhece. O mais recente relatório da Marsh revela que, em Portugal, 23% das empresas admitem que já foram alvo de um ciberataque. Mas a própria empresa que explora o segmento dos seguros confirma que apenas se conhece uma parte da realidade: «Há empresas que não admitem que foram atacadas e também há empresas que não sabem que foram atacadas.
O relatório da Marsh tem por ponto de partida um inquérito a 700 empresas na UE. Portugal foi o segundo país com mais respostas dadas ao inquérito, apesar de a Marsh não indicar qual o número de participantes. Foi com base nessas respostas, que a Marsh apurou que 57% das empresas consideram que os ciberataques como uma das piores ameaças ao decurso do negócio.
No que toca a cenários, 29% das empresas nacionais que participaram no inquérito consideram a interrupção do negócio como o pior cenário resultante de uma investida de cibercriminosos. Sobre as causas das ciberameaças, as respostas incidiram sobre hackers (39%), ameaça interna (30%) e erros operacionais (27%).
Três lacunas apontadas pelo relatório produzido pela Marsh: A necessidade de quantificação dos riscos; a necessidade de responsabilidade partilhada entre departamentos de tecnologias e administração e serviços financeiros da empresa; e ainda necessidade de aprofundar o conhecimento de fornecedores e clientes de uma empresa, que podem funcionar como portas de entrada para ataques.
